samsara, piada de mau gosto

No dia 29 de março eu andava sem pressa pelas ruas do Rio de Janeiro em busca de um açaí e da minha tão querida vista panorâmica da baía de Guanabara, do alto do mirante do Costão. O céu fechou com umas nuvens carrancudas, os relâmpagos invadiram a minha fantasia de tarde feliz e corri de volta pra casa, com a trovoada insistente nos meus calcanhares. Tirei a roupa do varal, tranquei tudo. Não choveu.

No dia 6 de abril eu resolvi deixar as botas em casa. Tinha ouvido falar numas previsões sombrias, mas as previsões têm dado pateticamente errado por aqui, então saí tranquila, de tênis, sem guardachuva, pra resolver um trabalho do outro lado da cidade. Choveu por 24 horas sem parar.

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... agora me dei conta de que nessas duas ocasiões eu andava distraída pensando nos seus olhos.

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