2) eu como sempre ávida e os insetos cravados em mim e a figura tragicômica dos meus braços ao mesmo tempo finos e inchados
3) minha garganta sem caber na data e na hora
4) e quando me aproximei e te contei tudo e o que ouvi: Que bom, sim, venha pra perto de nós!
5) e a presença nos flagra e interrompe a futilidade do nosso voo; já não é preciso disfarçar, as lágrimas são bem-vindas, que bom se isso pudesse nos acontecer a cada um de nós, mesmo que fosse só uma vez na vida,
6) como é bom que a gente possa se sentir descoberto, desarmado, desmoralizado, entregue, simples
7) que maravilhosa derrota essa em que nos vemos finalmente sem defesas, sem desejos,
8) e este instante é ao mesmo tempo o início e o fim de uma vida ardente
9) é a aurora, o Ano Novo e a soma das estações
10) é a tua voz.
Nenhum comentário:
Postar um comentário