Lixei paredes até os meus olhos doerem e se continuar lixando vou poder vender meus cabelos pra algum latifundiário interessado em arame farpado.
Uma família de jovens baratas ocupou minha necessaire. Estou deixando por aqui. Não é por ser contra a xenofobia e o bairrismo que eu vou querer colonizar meu distante cafofo com baratas estrangeiras.
Bateram minha carteira com dinheiro, cartões e documentos variados. Tá, grande coisa. Na verdade sinto um certo constrangimento pelo cara; deve ser muito desagradável ter a rapina como atividade cotidiana.
Cheguei à conclusão de que é muito mais fácil viver sem celular do que sem polpa de açaí.
Patinei feio, atolei e quase sentei no lamaçal. Um pouquinho menos de tração na panturrilha e eu teria que chamar o Carvalhão pra retirar do lamaçal meu Allstarzinho roxo, coitado. Se ele fosse gente, acho que nunca mais me dirigiria a palavra.
Entre muitos outros personagens interessantes, conheci um garoto de dois anos que dorme abraçado a uma chave de fenda como se fosse um ursinho de pelúcia.
Epílogo:
"Blue-eyed boy meets brown-eyed girl - oooh the sweetest thing"
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