Mas nesses lugarezinhos onde eu vou as pessoas desenham e pintam e sonham e cantam e se expressam em cada centímetro de espaço.
Não é a mesma coisa que um hotel urbano descolado, uma pousada bem transada ou que um resort.
Há lugares onde a simplicidade é reconstruída a partir de olhares estrangeiros e o resultado é uma encantadora simulação de simplicidade.
E nos lugares onde eu vou o que existe é uma urgência de simplicidade.
Onde, em Paris, eu teria um escritório como este? Olha lá o computador, eu trabalhava no chão mesmo em frente à cadeira.

Ou um banheiro como este? Veja primeiro por dentro...

E agora por fora.

Será que em Fiji tem? E como é que eu faço pra encontrar um quarto tão aconchegante quanto este?

E essa casinha com um pé de mamão que há anos vem lutando bravamente com as geadas, será que em Londres tem igual?

Então tá. Como disse o Thomas Merton, traduzindo livremente uma daquelas maravilhosas historinhas de Lao Tzu: "Deixem-me aqui, como uma velha tartaruga, a esfregar meu rabo na lama..."
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