Experiência e significado

"Então esse processo da perfeição da sabedoria [prajnaparamita] pressupõe essa noção profunda de que todas as coisas surgem como experiências. Seria o primeiro ponto que a gente entenderia. As coisas não surgem como solidez com que a gente toma contato. Elas surgem como experiências. Eu vou falar de forma rápida isso; esse tema é longo mas eu vou falar em itens, de forma rápida. A primeira conversão é essa: eu olho as coisas e percebo que elas são experiências de. Aí, em vez de eu focar o conteúdo da experiência, eu foco em como a experiência se faz concreta. Então vamos supor: eu poderia olhar para a imagem do Buda que está aqui na sala e dizer: Ohhhhhhhh! Mas mais profundo do que isso é eu perceber como é que a imagem do Buda, que é apenas pano e tinta, ela é vista como Ohhhhh! o Buda! Tem uma experiência do Buda. Nós descobrimos que existe uma luminosidade interna, uma liberdade natural que me permite atribuir os significados às coisas. Não importa qual o conteúdo, esse conteúdo sempre vai brotar desse modo. Então qual é o primeiro ponto? Em vez de eu considerar as coisas sólidas eu vejo que elas são experiência de."

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